Uso da vírgula
Fonte: Manual Redação Folha SP
Vírgula proibida - Entre sujeito e predicado ou entre predicado e sujeito.
Entre verbo e seu(s) complemento (s).
Exemplo: O ministro das Relações Exteriores da França está em Brasília/Está em Brasília o ministro das Relações Exteriores da França.
Vírgula obrigatória - Depois de orações adverbiais antepostas.
Exemplos: Se não chover, haverá jogo;
Quando a economia entrou em colapso, o ministro renunciou;
Ao deixar o governo, o prefeito voltará a dar aulas na universidade.
Antes do "que" que introduz oração explicativa.
Exemplo: Nosso time, que ganhou o torneio neste ano, foi vice dessa competição em 2005 e 2006.
Quando há elipse do verbo (omissão do verbo escrito anteriormente).
Exemplo: Os cariocas preferem praia; os paulistas, shopping.
Para separar conjunções contíguas.
Exemplos: Irá a São Paulo, mas, se não receber o cachê antes, não cantará;
Disse que, quando for a Brasília, tentará uma audiência com o presidente.
Antes de "mas" (com sentido de "porém"), "porém", "contudo","entretanto", "todavia", "portanto", "por isso" etc.
Exemplo: Jogou bem, mas perdeu; Estudou, porém foi reprovado; O acordo não será renovado, portanto os empregos serão mantidos.
Antes de "e" que introduza oração de sujeito diferente do da anterior, se, sem a vírgula, houver a possibilidade de entender o sujeito da segunda oração como complemento do verbo da primeira.
Exemplo: Fifa pune Maradona, e Pelé recebe prêmio.
Para separar adjuntos adverbiais de natureza diferente.
Exemplo: Ontem à noite, no Engenhão, sem sete titulares, sob chuva forte, o Flamengo derrotou o Vasco.