terça-feira, 16 de novembro de 2010
Dilma deve manter Mantega e Meirelles em seus cargos
O presidente considera que é importante o equilíbrio entre Guido Mantega, conhecido por possuir um perfil mais desenvolvimentista, e Henrique Meirelles, com características mais conservadoras.
Segundo Lula, um claro sinal que a política econômica não será alterada. Atitude que, para o presidente, acalmaria o mercado financeiro num momento de valorização do real em relação ao dólar e de uma possível guerra cambial entre alguns países.
sábado, 6 de novembro de 2010
FHC cotado para uma vaga na ABL
O nome de FHC foi cogitado após o falecimento do acadêmico José Mindlin em 28 de fevereiro deste ano. No entanto, o diplomata e poeta Geraldo Holanda Cavalcanti era favoritíssimo e os acadêmicos não desejavam eleger um político em plena campanha presidencial.
Fernando Henrique só será candidato se tiver a certeza da vitória. Sabe que existe uma forte oposição de alguns imortais, principalmente José Sarney. Quem também deseja a vaga é o escritor e cartunista Ziraldo.
Faleceu ex-reitor da PUC-Rio e membro da ABL, padre Ávila
O enterro está sendo realizado, neste momento, no Cemitério Bosque da Boa Esperança, Zona Norte de BH. A sessão de saudade da ABL acontecerá nesta quinta-feira, dia 11. Ao final, será declarada vaga a cadeira nº 15.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Possíveis nomes para o ministério de Dilma
Após a eleição de Dilma Rousseff, ontem, começou uma acirrada disputa pelo comando dos ministérios. Alguns nomes são naturais. É o caso do ex-ministro Antonio Palocci (PT-SP), que deverá ser indicado para a Casa Civil. No entanto, ele deseja, realmente, a presidência da Petrobras. Caso ele convença Dilma, a Casa Civil seria entregue a Paulo Bernardo, atual ministro do Planejamento. Neste cenário, Guido Mantega ocuparia o lugar de Bernardo. A Fazenda iria para Luciano Coutinho, presidente do BNDES.
A vaga no BNDES é um desejo de Ciro Gomes. Porém, Dilma gostaria de colocar um técnico. A Justiça poderá ficar com o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), o mais cotado, ou com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.
A Saúde tem como favorito o secretário estadual do Rio, Sérgio Côrtes, indicação do governador Sérgio Cabral. O atual ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi (PDT-RJ), está cotado para permanecer na pasta.
Deputado reeleito pelo PT-RJ, Carlos Minc, provavelmente voltará ao Ministério do Meio Ambiente. Quem também poderá ficar no mesmo lugar é o ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, do PP. O mesmo deverá ocorrer na pasta da Defesa, com Nelson Jobim.
Segue a disputa pela Educação entre o atual ministro Fernando Haddad e o deputado Gabriel Chalita (PSB-SP). Dilma prefere Chalita, que ajudou muito na questão do aborto. No entanto, Lula gostaria da manutenção de Haddad, um ministro que ele admira.
Aloisio Mercadante poderá receber a pasta da Ciência e Tecnologia. O ministro dos Esportes, Orlando Silva Junior poderá permanecer no cargo. Porém, o atual governador do Paraná, Orlando Pessuti, está na briga.
O senador Osmar Dias (PDT-PR), pode ser confirmado na Agricultura. A Cultura poderá ficar com o ator da TV Globo, José Abreu.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Nelson Jobim deverá continuar como ministro da Defesa
No entanto, Dilma e Serra convergem na escolha do ministro da Defesa em caso de vitória neste domingo, dia 31. E deverá ser mantido o atual ministro Nelson Jobim.
Um nome do PMDB que agrada petistas e tucanos. Os candidatos acreditam que Jobim é o ideal para conduzir a pasta pelo perfil firme e a disposição para resolver problemas.
Gaúcho, de Santa Maria, Nelson Jobim foi ministro do Supremo Tribunal Federal, nomeado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele assumiu a presidência do STF em 2004. Atuou como ministro da Justiça, entre 1995 e 1997, durante o primeiro governo FHC.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Debate sobre Mídia On-line no Correio Braziliense
O Grupo de Mídia de Brasília promove nesta quarta-feira, dia 27, às 19h30, o evento Roda de Debates - Mídia On-line, no auditório do Correio Braziliense, Setor de Indústrias Gráficas (SIG), Quadra 2 Lote 340, em Brasília.
Serão abordados os temas Rede Sociais - Modelo de mídia x produção, Mídia de performace - SEM e SEO e Mobile, games e outros formatos inovadores.
O âncora da Rádio CBN FM de Brasília, jornalista Estevão Damázio, será o moderador. A mesa será composta por Adriana Moya (Digital Group), Fernanda Coimbra (Plano Digital), Cristiano Perozzo (Terra LatinoAmérica), Léo Xavier (Ponto Mobi), Fábio Tachibana (TV1), Eliel Allebrandt (Agência Click), Marco Bebiano (Google) e os anunciantes Edson Kikuchi (Caixa) e Jaderson Alencar (Embratur).Entrada é gratuita. A confirmação de presença deverá ser feita pelo e-mail grupodemidia@gmail.com.
Eis o perfil dos integrante da mesa do encontro:
Embratur – Diretor de Marketing
Tem 29 anos, é paranaense e consultor de marketing do Instituto Brasileiro de Turismo – EMBRATUR e responsável pela consultoria da área de comunicação digital do Instituto em âmbito internacional. É formado em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI com pós-graduação em Comunicação com o Mercado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM. Participou ativamente da construção e lançamento da Marca Brasil e do Plano de Marketing Turístico Internacional do Brasil – Plano Aquarela e de projetos especiais para o Instituto Brasileiro de Turismo. É um profissional com 10 anos de carreira em Comunicação, em empresas de pequeno, médio e grande porte nos setores público e privado, com ênfase em administração de empresas, consultorias mercadológicas internacionais, gerenciamento de franquias, CRM, coordenação e produção de grandes eventos, branding, elaboração e aplicação de planos de marketing estratégicos, comunicação digital, campanhas institucionais, mídia, segmentação de stakeholders. Grande experiência em integração e implementação de processos de comunicação com coordenação de projetos, implantação e monitoramento de ações no Brasil e principalmente no exterior.
Plano Digital – Gerente de Mídia
Com aproximadamente 10 anos de experiência no mercado de Brasília, atuou em grandes empresas como Terra Networks Brasil, Site Candango, AgêciaClick e atualmente Gerente Executiva da Plano Digital. Com expertise em Planejamento estratégico on-line, nesses anos atendeu grandes contas como Governo Federal e Distrital.
Publicitário com 10 anos de experiência em MKT Digital. Estrategista de mídias digitais e especialista em SEM, BI e e-commerce. Passagens pela AgênciaClick, Gradiente, RAPP e Young&Rubicam onde foi responsável pelas ações de mídia on-line de lançamento do e-commerce Casas Bahia, campanha de lançamento do MINI Cooper no Brasil, projeto de Copa 2010 para VIVO com mais de 160 mil pessoas cadastradas na promoção, lançamento do
Pontomobi – CEO
Pioneiro no mercado de mobile marketing no País, é CEO da Pontomobi, grupo especializado em mobile marketing que reúne outras cinco empresas: MobMidia (desenvolvimento de aplicativos), Microways (desenvolvimento de mobile games), Mr. Postman (integradora SMS), NewAd.mobi (mídia indoor interativa) e Redemobi (rede de mídia em celulares e tablets).
Fundada em 2007, a Pontomobi trabalha alinhada com agências tradicionais e digitais e já realizou 360 projetos para anunciantes como Unilever, Johnson&Johnson, Ambev, Coca-Cola, Fiat, Banco do Brasil e Bradesco, entre outros. Em Novembro de 2008, a Pontomobi passou a fazer parte da RBS, terceiro maior grupo de mídia no mercado brasileiro.
Em 2007, tornou-se o primeiro brasileiro a fazer parte do capítulo mobile da IADAS (International Academy of Digital Arts & Sciences).
Em 2009, foi eleito um dos Diretores do Board da MMA LATAM (Mobile Marketing Association), a principal associação global de mobile marketing.
Em 2010, lançou o livro #Mobilize (www.mobilizebook.com.br), um guia prático sobre mobile marketing em coautoria com Ricardo Cavallini e Alon Sochaczewski.
É editor do mobilizadoBLOG (www.mobiizado.com.br), principal site dedicado a mobile marketing no País, e também assina colunas eletrônicas no Comercial&Cia da rádio Band News e no Programa Reclame exibido no Multishow.
Já realizou mais de 120 palestras e workshops sobre mobilidade e ministrou aulas na FGV, USP, ESPM e PUC.
É formado em Administração de Empresas pela FGV e também estudou Publicidade&Propaganda na ECA/USP.
Agência Click –VP de Negócios e Operações
MBA Executivo pela COPPEAD/URFJ. Bacharel em Comunicação Social pelo UniCEUB. Especialização em gerência e coordenação de equipes. Atuando há 12 anos no mercado web. Experiência profissional de 13 anos com mercado corporativo na área comercial e atendimento ao cliente. Presidente do Comitê regional de Brasília do IAB.
Google
Formado em Propaganda e Marketing pelo Instituto Mackenzie e
Pós-Graduado em MBA de Marketing de Serviços pela ESPM. Iniciou sua experiência profissional na Publicis. Em 1997 entra em uma das primeiras agências interativas do Brasil, mais tarde adquirida pela multinacional ModemMedia Digitas, onde criou e desenvolveu um dos primeiros departamentos de mídia on-line no Brasil. Em 2004 foi convidado para dirigir a área de mídia da AgênciaClick, atendendo a marcas como Bradesco, FIAT, Sadia, SKY, Credicard Citi, Coca-Cola, Coca-Cola Light, Brastemp, Consul, L´ancôme, VISA, Gillette, entre outros. Colaborou para a evolução da Internet como mídia, participando ativamente do Grupo de Mídia SP por seis anos e hoje é Presidente do o comitê de Search na principal associação de midia interativa no mundo: a IAB (International Advertising Bureau) No Google é responsável por uma área voltada a desenvolver negócios e estreitar o relacionamento com as principais Agências do Brasil.
Caixa Econômica Federal – Gerente Nacional de Publicidade e Propaganda
47 anos, natural de Londrina/PR. Graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual de Londrina – UEL. MBA em Finanças pelo IBMEC – Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais. Empregado da Caixa Econômica Federal há 26 anos. Desde 2004 é Gerente Nacional de Publicidade e Propaganda de uma das maiores empresas do País e 4ª maior anunciante (fonte: Ibope Monitor ano 2009). Diretor da ABA – Associação Brasileira de Anunciantes (2010/11) e Diretor do IVC – Instituto Verificador de Circulação
Digital Group – Sócia e Diretora Executiva
Possui 20 anos de experiência em publicidade, sendo 11 deles dedicados ao mercado on-line. Iniciou sua atuação na web como executiva de contas do grupo UOL em Brasília. Foi fundadora da Digital Group, onde ajudou a construir alguns dos primeiros cases de sucesso da publicidade on-line e hoje desempenha, entre outras funções, a prospecção de novos negócios. Além disso, também ocupa a presidência da ABRADI DF – Associação das Agências Digitais do DF. A expertise de 10 anos no mercado on-line, somados à realização de projetos para grandes clientes como Ministérios da Saúde, Cidades e Turismo, Caixa Seguros, ParkShopping, SESI, Brasal, Sebrae, SECOM, entre outros, fez com que a Digital se tornasse referência no mercado local como uma agência especializada em comunicação digital. Para esses clientes, a Digital desenvolveu diversos trabalhos como portais, hotsites, campanhas on-line, extranet, intranet, blogs, além de projetos de social mídia e mobile marketing.
CBN Brasília – Gerente Regional
Apresenta, de segunda a sexta-feira, o programa CBN Brasília, entre 9h30 e meio-dia. Formou-se em jornalismo pela faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Belo Horizonte (Uni BH) e fez pós-graduação em Política e Gestão de Organizações Não Governamentais (ONGs), pela Universidade de Brasília. Damazio foi repórter setorista do Palácio do Planalto por nove anos e participou da cobertura política e econômica dos últimos governos. Também foi repórter free-lancer das revistas Veja Minas Gerais, Placar e Exame.
Gerente de Produtos de Social Mídia – Terra Latino-americana
Gaucho, 37 anos, é formado em Ciências de Computação e Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS. Cursou também MBA, Master en Dirección de Empresas, na ESIC Bussiness & Marketing School de Madrid. Trabalha no Terra Networks desde 2003 onde iniciou na área de TI e posteriormente transferiu-se para a área de produtos onde atua como Gerente de Produtos de Social Media para a América Latina e Estados Unidos. Possui experiência em gerenciamento de projetos e definição, desenvolvimento e implantação de produtos de internet com participação e conteúdos de usuários como Fotolog, Chat, Tbox, Listas, Comentários e Valoração, além de alianças com os grandes players de mídias sociais como Twitter, Facebook, Google e Foursquare.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Possíveis ministros da Educação
A indicação de Haddad tem recebido críticas do partido de Michel Temer pelos problemas que ocorreram no Exame Nacional do Ensino Médio (erro no gabarito e vazamento de informações).
Do outro lado, Chalita enfrenta resistências dentro do PT, no entanto, tem a simpatia de Dilma por ter ajudado muito na polêmica sobre o aborto. Ele pertenceu ao PSDB, foi afilhado político do falecido ex-governador Franco Montoro, e contou com muito prestígio durante o primeiro governo de Geraldo Alckimin. Agora pertence ao PSB, legenda que apóia o possível governo de Dilma Rousseff.
Já o candidato José Serra parece não ter dúvida para o cargo. Provavelmente irá repetir a escolha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e optar pelo ex-ministro Paulo Renato Souza.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Dilma e Serra debatem proposta para a educação
Eis a matéria com os candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff e José Serra, publicada nos sites da Federação Nacional das Escolas Particulares (Link - http://www.fenep.com.br/noticia.asp?ed=000010&n=01) e do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro (Link - http://www.sineperio.educacao.ws/leiamais.aspx?e=000010&g=01&n=01). | ||
Por Marcelo Bebiano Nesta entrevista, os candidatos à presidência da República Dilma Rousseff e José Serra falam de seus planos para a educação brasileira. Eles destacam a importância do investimento no professor, com a melhora da estrutura atual e o oferecimento de salários mais atraentes. Os candidatos também enfatizam a importância da escola particular na luta pela melhoria da educação nacional. Para eles, este setor desempenha um importante papel na sociedade. Os candidatos vislumbram o estabelecimento de parcerias com o governo federal. Eles afirmaram que o Programa Universidade para Todos (Prouni) deverá continuar a ser utilizado, com algumas alterações. Os dois também desejam investir no ensino técnico com o objetivo de formar mão-de-obra para atender a crescente demanda por profissionais. Confira as opiniões dos candidatos e suas trajetórias de vida. A educação será uma prioridade em seu governo? José Serra - Sim. E não poderia ser diferente. É pela educação que ocorre a mobilidade social. As chances são multiplicadas. Precisamos avançar muito nesta área, no Brasil, e corrigir equívocos. Em São Paulo, por exemplo, foram desenvolvidas muitas ações de grande impacto. Em quatro anos, a folha de pagamento da educação passou de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões. É notório que este setor exige investimento maciço para funcionar. Não adianta criar programas e não investir pesado na formação dos professores. A estrutura também não pode ser esquecida. Foram construídas 110 novas escolas, em São Paulo, e abertas 146 mil vagas. Também realizamos concursos públicos voltados para a promoção de professores, o que permite um aumento de 25% nos salários. Com isso, beneficiamos os profissionais através do mérito, da competência. Essa ação possibilita aos professores multiplicar, ao longo da carreira, seu salário inicial em quase quatro vezes. São iniciativas objetivas, como essas, que permitem tornar atraente a carreira de professor e gerar valorização para o magistério. Trabalho sério e inteligente. A gestão exige investimento, descentralização e cobrança de resultados. Como valorizar o professor neste panorama, em algumas regiões, com baixos salários e perspectivas nada animadoras? Dilma - A valorização do professor é a base de tudo. Quando o presidente Lula assumiu o governo, o professor não tinha um piso salarial. Nós criamos um piso nacional para o magistério, por lei. Hoje esse piso é de R$ 1.040,00. Ainda não estamos no ideal, mas vamos avançar. Porque não se faz ensino de qualidade sem professor bem pago, valorizado e respeitado. O professor também precisa estar sempre estudando, e assim as universidades federais são muito importantes para que a gente assegure a aprendizagem continuada pelos professores. Serra - A qualidade do ensino passa, obrigatoriamente, pela remuneração adequada do professor. No entanto, isso não é tudo. Esse profissional necessita de motivação e facilidade de acesso a livros, revistas, jornais, cinema, teatro e cursos, além de tudo mais o que o mundo da cultura possa lhe oferecer. É fundamental um plano de carreira que permita vislumbrar um crescimento profissional e, principalmente, formação continuada. Devemos fazer um enorme esforço para aumentar o salário dos professores e oferecer acesso aos bens culturais disponíveis. São necessárias ações conjuntas. É fundamental pensar grande e corretamente a educação nacional. Os senhores pretendem prosseguir com o Programa Universidade para Todos? Dilma - Sim. É um dos grandes programas do governo do presidente Lula e um exemplo bem sucedido de parceria com o setor privado. Reconhecido pela sociedade. O Prouni distribuiu 600 mil bolsas de estudo para jovens pobres em faculdades particulares. Eram vagas que não estavam ocupadas. Com o Prouni, as faculdades ocuparam suas vagas vazias com alunos que, de outra maneira, sem as bolsas, nunca conseguiriam frequentar uma universidade. E puderam estudar em boas faculdades. Mas a melhor notícia de todas é que estes 600 mil jovens brasileiros que ganharam bolsa do Prouni ficaram entre os melhores alunos das universidades. Uma pesquisa mostrou que eles estão acima da média. Eu fico muito orgulhosa de dizer isso. Gente pobre, trabalhadores, gente que se sacrifica para criar os filhos, vendo que eles finalmente podem entrar numa universidade. E vendo, principalmente, que os filhos souberam retribuir tanto esforço, estudando bastante e ficando entre os melhores alunos. Serra - Vamos ampliar o Programa Universidade para Todos. Criaremos o Prouni do ensino técnico, com a concessão de bolsas de estudo em escolas técnicas particulares a alunos de regiões que não possuem a opção do ensino técnico público. Daremos bolsas para que um aluno, em determinada região, possa ir para a escola particular do ensino técnico com bolsa do governo. Vamos levar isso para a base da sociedade. Ninguém destrói coisas feitas que possam ser melhoradas. O governo deve pensar no interesse da população acima de questões políticas. As correções a serem feitas serão realizadas com muito esmero e atenção. Como a escola particular pode auxiliar em ações para a melhoria da educação nacional? Dilma - Tenho a certeza de que toda a sociedade dará a sua contribuição para melhorar a educação nacional. É um setor fundamental do País. E acredito que a escola particular estará incluída nessa luta. Ela cumpre um papel importante na sociedade. Terá que ser um esforço de todos. Desejamos nos associar aos que anseiam por uma educação melhor para o Brasil. Serra – A escola particular presta um serviço muito importante ao País. Ela possui um nível de ensino reconhecido pela sociedade. Acredito que poderemos firmar muitas parcerias para melhorar a educação brasileira. Conto com a escola particular para desenvolver vários projetos. O ensino profissionalizante será incentivado? Dilma: Sim. Nós voltamos a construir escolas técnicas no Brasil. Em menos de oito anos, já construímos 136 novas escolas e vamos chegar ao final deste ano com 214. Para se ter uma ideia, da primeira escola técnica criada no Brasil, no início do século passado (1909), pelo então presidente Nilo Peçanha, até 2003, criaram-se apenas 140 unidades. A formação técnica profissional é uma política pública que vem dando as respostas que imaginávamos. O Brasil está crescendo muito e vai crescer ainda mais, exigindo mais profissionais especializados. O caminho é criar mais escolas técnicas e oferecer mais vagas. O nosso projeto, até 2014, é construir uma escola em cada município com mais de 40 mil habitantes. Assim haverá escolas de ponta a ponta do Brasil. O projeto também prevê 500 mil alunos matriculados, nos próximos quatro anos, na rede de escolas técnicas federais. O que significa dobrar o número de vagas. É perfeitamente possível fazer isso porque o governo do Presidente Lula construiu o alicerce. Um alicerce que vai propiciar a matrícula de um milhão de alunos ainda nessa década, que se inicia em 2011. Serra - A ampliação de vagas no ensino técnico será uma prioridade. Vamos conceder bolsas de ensino técnico à jovens de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família. E estabeleceremos uma cooperação com estados e municípios. Hoje, no Brasil, existe oferta de trabalho e esses postos não são preenchidos, pois as pessoas não possuem a qualificação necessária. É vital investir no ensino profissionalizante para que os estudantes, desempregados ou profissionais que precisem de requalificação profissional rápida possam ser atendidos. Em São Paulo foi adotado um programa de requalificação que beneficiou 60 mil desempregados. Os cursos são rápidos, de quatro ou cinco meses. Se a pessoa não tiver seguro-desemprego ganha uma bolsa para fazer o curso. É preciso ampliar esse projeto para todo o Brasil. Meu objetivo é criar um milhão de vagas somente no ensino profissionalizante. Perfil dos candidatos Dilma Rousseff
Cursou a Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Nesse período, Dilma Rousseff começou a atuar no Comando de Libertação Nacional, organização que defendia a luta armada contra o regime militar. Em setembro de 1969, Dilma pertencia aos quadros do grupo Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, conhecido como VAR-Palmares. Presa em 16 de janeiro de 1970, em São Paulo, ficou detida na Operação Bandeirantes. Nessa ocasião, ela foi torturada. Depois, Dilma foi encaminhada ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Condenada em três estados, em 1973 é libertada, depois de ter conseguido redução de pena no Superior Tribunal Militar. Muda-se, então, para Porto Alegre. Lá, ela cursa a Faculdade de Ciências Econômicas, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 1979, filia-se ao Partido Democrático Brasileiro (PDT), fundado pelo ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio de Janeiro, por dois mandatos, Leonel Brizola. Dilma Rousseff ocupou os cargos de secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre, entre1986 e1989; presidente da Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul, entre 1991e 1993; e secretária de estado de Energia, Minas e Comunicações em dois governos: Alceu Collares, do PDT, e Olívio Dutra, do Partido dos Trabalhadores (PT). Dilma Rousseff foi ministra do Ministério das Minas e Energia entre 2003 e junho de 2005, passando a ocupar o cargo de ministra-Chefe da Casa Civil, de onde saiu para disputar a Presidência da República. José Serra José Serra foi eleito prefeito de São Paulo e iniciou seu mandato em 2004. Dois anos depois ele deixou o cargo para concorrer ao governo do Estado de São Paulo. Elegeu-se ainda no primeiro turno. Deixou o cargo para se dedicar a campanha pela Presidência do Brasil.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Grupo português nega lançamento de jornal, mas confirma convites a profissionais
No entanto, pessoas próximas ao grupo afirmam que esta negativa decorre da dificuldade na criação de uma estrutura adequada para o lançamento do Brasil Novo, em novembro, e da recusa de profissionais em trabalhar no novo projeto.
A empresa portuguesa confirma que fez alguns convites. Um integrante da Academia Brasileira de Letras foi chamado para ser colunista.
Porém, o grupo nega que o objetivo fosse formar uma equipe para um novo jornal. De acordo com a direção da empresa, o acadêmico foi chamado para ser colunista do Jornal O Dia. Ele foi convidado pelo diretor do jornal, Alexandre Freeland, e recusou. Alegou falta de tempo para se dedicar à coluna.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Prêmio BM&FBovespa de Jornalismo 2010 oferece R$ 30 mil
Serão distribuídos cinco prêmios, de R$ 6 mil cada. São R$ 30 mil, no total. As categorias são:
"Jornal - São Paulo/Rio de Janeiro": matérias sobre o mercado de capitais, publicadas em jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro.
"Revista - São Paulo/Rio de Janeiro": matérias sobre o mercado de capitais, publicadas em revistas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
"Mídia impressa - demais capitais e interior": concorrem matérias sobre o mercado de capitais, publicadas em jornais e revistas de cidades brasileiras, exceto Rio de Janeiro e São Paulo.
"Mídia on-line": matérias sobre o mercado de capitais, veiculadas em agências de notícias, sites e portais do Brasil. Podem concorrer também reportagens publicadas em língua estrangeira, em agências, sites e portais de outros países, desde que produzidas por jornalistas que atuam como correspondentes no Brasil.
"Derivativos": matérias sobre derivativos financeiros e agropecuários, publicadas em jornais, revistas e mídia on-line de todo o país.
Cada jornalista poderá inscrever no máximo três trabalhos, individuais ou realizados em parceria. Envio das matérias à BM&FBovespa para o email imprensa@bvmf.com.br.
O Prêmio foi criado em 1988 e tem por objetivo o reconhecimento das matérias que representem uma contribuição efetiva para o desenvolvimento dos mercados brasileiros de capitais e de derivativos.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Grupo que comprou O Dia pretende lançar jornal para concorrer com O Globo
Inclusive, o controlador do Ongoing, Nuno Vasconcellos, demitiu recentemente o presidente do grupo, Carmelo Furci, para dar maior velocidade aos seus planos de expansão. O substituto é o espanhol Rafael Mora, profissional que sempre foi muito ligado ao controlador. O objetivo do Ongoing é se estabelecer nas áreas de mídia, telecomunicações e infra-estrutura em vários países.
Nuno Vasconcellos, 45 anos, também é dono dos jornais portuguêses Diário Económico e Semanário Económico, entre outras diversas empresas.
sábado, 16 de outubro de 2010
Vargas Llosa participa de conferência em Porto Alegre
Professor visitante da Universidade de Princeton, Llosa participou, na última sexta, dia 15, do ciclo de conferências "Fronteiras do pensamento", na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Antes do evento, o autor de "Sabres e Utopias", "A Cidade e os Cachorros", "Travessuras da menina má" e "Pantaleão e as visitadoras", entre outras obras, afirmou que não mudará a forma de escrever por receber o Nobel. "Esse prêmio não mudará a minha escrita, o meu estilo. O que mudou foi minha vida diária. Não esperava estar cercado de tantos jornalistas".
Ao ser perguntado sobre qual destino daria ao prêmio de R$ 2,3 milhões, Vargas Llosa disse que esta decisão seria de sua esposa. "Isso deve ser perguntado à minha esposa. Só espero que ela me dê uns trocados para comprar alguns livros".
Em sua conferência, o escritor falou sobre o livro eletrônico. "É uma realidade que não pode ser detida. Meu temor é que o livro eletrônico provoque certa banalização da literatura, como ocorreu com a televisão, que é uma maravilhosa criação tecnológica, que, com o objetivo de chegar ao maior número de pessoas, banalizou seus conteúdos", disse.
Vargas Llosa disse que os leitores têm uma importante função na sociedade. "Os leitores poderão impedir a banalização da literatura. Temos que impor ao livro eletrônico a riqueza de conteúdo que teve o livro de papel. A pergunta é se realmente queremos isso", indagou.
Ao final, Vargas Llosa falou sobre a situação política na América Latina. Apesar de criticar os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e de Cuba, Raúl Castro, afirmou que a atual situação da América Latina é melhor hoje do que no passado. "Vejo um progresso considerável. Ainda temos ditaduras, como em Cuba, e semiditaduras, como na Venezuela. Também existem governos democráticos populistas, com vocação autoritária, como a Nicarágua e a Bolívia. Os demais têm pluralismo. São democracias imperfeitas, mas demos graças que haja esquerdas democráticas como as do Brasil e do Uruguai e direitas democráticas, como as da Colômbia, Peru e Chile".
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Cristovam Buarque membro da Universidade das Nações Unidas
Entre as tarefas dos conselheiros estão auxiliar na formulação de princípios e políticas para a Universidade da ONU, ajudar na condução da instituição, além de aprovar o orçamento bianual e o plano de trabalho.
A nomeação de Cristovam Buarque foi feita pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, foi a responsável pela indicação. Outros 13 membros de vários países se juntaram ao senador brasileiro numa nova formação do Conselho Diretor. As atividades do colegiado começam em dezembro.
Cristovam explicou que a universidade é formada por uma grande rede de instituições e centros associados. "Exerce influência sobre várias instituições de ensino do mundo inteiro. Participa de programas e pesquisas em áreas como desenvolvimento sustentável, combate à pobreza e demografia", disse.
domingo, 10 de outubro de 2010
PEC do Jornalista deverá ser votada dia 20 no Senado
A matéria estabelece que a profissão de jornalista é exclusiva do portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com especialização em Jornalismo, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação.
Porém, a exigência do diploma não é obrigatória ao colaborador, profissional sem relação de emprego, e para quem comprove o efetivo exercício da profissão de jornalista, bem com aos jornalistas provisionados que já tenham obtido registro profissional regular perante o órgão competente.
Em junho de 2009, por 8 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal derrubou a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão. A decisão foi estabelecida no julgamento do Recurso Extraordinário 511961, interposto pelo Ministério Público Federal e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo.
Votaram contra a exigência do diploma de jornalista o relator, ministro Gilmar Mendes, as ministras Cármen Lúcia e Ellen Gracie, e os ministros Ricardo Lewandowski, Eros Grau, atualmente aposentado, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso e Celso de Mello. O ministro Marco Aurélio Mello votou favoravelmente à exigência do diploma. O julgamento não contou com os ministros Joaquim Barbosa e Carlos Menezes Direito, recentemente falecido. Eles justificaram a ausência alegando problemas particulares.
Professor Paulo Alonso eleito para o PEN Clube do Brasil
O PEN Clube do Brasil é o centro brasileiro do PEN Internacional, com sede em Londres. E destina-se a congregar escritores com vistas a estimular a criação literária, a concepção universalista dos bens da cultura e a defender a liberdade de expressão.
Alguns dos integrantes do PEN Clube são Affonso Arinos de Mello Franco, Muniz Sodré, Heloisa Buarque de Holanda, Mary Del Priore e Moacyr Scliar.
Debate Dilma x Serra na Rede Bandeirantes
Dilma Rousseff x José Serra. Mediação do jornalista Ricardo Boechat.
O clima está quente! Debate aberto. Denúncias dos dois lados.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Vargas Llosa ganha Nobel de Literatura
Ele é autor de obras como "Pantaleão e as visitadoras", "A festa do bode" e "Travessuras da menina má". Vargas Llosa já havia recebido, entre outros, o Prêmio Cervantes, o mais importante da literatura em língua espanhola, em 1994.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Ciro Gomes integra campanha de Dilma Rousseff
Novo secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro
Segundo Cabral, a principal ação de Risolia foi a redução do tempo de concessão de benefícios de um ano para 30 minutos. Gustavo Barbosa, que ocupava a função de diretor de Administração e Finanças, assume o RioPrevidência.
sábado, 2 de outubro de 2010
Sarney hospitalizado no Maranhão
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Debate na TV Globo
O jornalista William Bonner será o mediador. O debate terá cinco blocos. O primeiro e o terceiro blocos serão com temas determinados. O segundo e o quarto, com temas livres. O último bloco contará com as considerações finais.
Cada candidato terá 30 segundos para perguntas, dois minutos para respostas, um minuto para réplica e um minuto para tréplica.
Os quatro participantes darão entrevista coletiva na sala da imprensa da emissora. Pelo sorteio realizado, Dilma será a primeira a falar com os jornalistas. Em seguida, Plínio. Depois, será a vez de José Serra. A última, Marina Silva. A eleição acontece neste domingo, dia 3.
sábado, 25 de setembro de 2010
Roriz desiste e indefinição no STF continua
Neste momento, o recurso extraordinário de Roriz tem destino incerto. O Supremo poderá dar sequência ao julgamento ou declarar a perda do objeto, por Roriz ter desistido da candidatura.
E existem vários caminhos possíveis no caso do STF prosseguir com o julgamento. O presidente do STF, Cezar Peluso, pode dar "o voto de qualidade" e desempatar o placar ou proclamar o empate como resultado do julgamento. Essa atitude faria valer, em última instância, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral contra Roriz e a interpretação da eficácia da lei já nestas eleições. Também existe a possibilidade de aguardar a nomeação pelo presidente Lula do próximo ministro, que ocupará a cadeira vaga com a aposentadoria de Eros Grau, para promover o desempate.
Uma decisão deverá ser tomada até quarta-feira, dia 29. O STF realizará uma sessão extraordinária nesta segunda, 27. É possível que o ministro Cezar Peluso inclua o assunto na pauta. O tema é bastante complexo, existe um enorme interesse da opinião pública e o primeiro turno das eleições acontece no dia 3 de outubro.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Votação da Lei da Ficha Limpa pode empatar
Segundo conversas nos bastidores do tribunal seriam cinco votos em favor da constitucionalidade da lei: ministros Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ellen Gracie, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. E cinco votos são apontados como contrários à lei: ministros Celso de Mello, Cezar Peluso, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.
O STF é formado por 11 ministros. No entanto, uma cadeira está vazia desde a aposentadoria do ministro Eros Grau. Por essa razão há possibilidade de um empate. Caso isso aconteça os ministros terão de decidir se o voto do presidente, Cezar Peluso, vale como desempate para matérias em que a inconstitucionalidade de uma lei pode ser decretada.
Na hipótese disso não ser possível, o Supremo Tribunal Federal terá que aguardar a indicação de um novo ministro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou convocar no Superior Tribunal de Justiça um magistrado para desempatar.
Neste panorama existe o risco do julgamento ocorrer após as eleições, o que poderia trazer confusão para o processo eleitoral. Sem definição sobre a Lei da Ficha Limpa, políticos com o registro de candidatura negado poderão disputar as eleições. Este fato geraria um cenário de incertezas jurídicas.
Porém, a sociedade está atenta a decisão do STF. De acordo com uma recente pesquisa da Associação dos Magistrados Brasileiros/Ibope, 85% dos brasileiros são a favor da Lei da Ficha Limpa. O estudo traça o perfil do eleitorado brasileiro. Foram entrevistadas 2.002 pessoas, entre 18 e 21 de agosto, em 140 cidades.
As manifestações em favor da Ficha Limpa, principalmente na internet, são crescentes e pretendem pressionar os ministros na decisão de hoje.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Erenice Guerra deixa a Casa Civil
A gerente do PAC, Míriam Belchior, está cotada para assumir o cargo definitivamente. Da mesma forma, pode ser mantido o interino, Carlos Esteves.
A decisão foi tomada após uma reunião, hoje, com o presidente Lula. Na carta, Erenice Guerra afirma que deixa o posto para poder se defender.
sábado, 4 de setembro de 2010
Entrevista com os principais presidenciáveis
Marcelo Bebiano
A candidata Dilma Vana Rousseff, 62 anos, natural de Uberaba,Minas Gerais, filha do engenheiro e poeta búlgaro Pétar Russév, naturalizado brasileiro como Pedro Rousseff, e da professora brasileira Dilma Jane Silva, cursou a pré-escola no Colégio Isabela Hendrix e, em seguida, estudou no tradicional Colégio Sion.
Aos 16 anos, transferiu-se para a Escola Estadual Governador Milton Campos. Cursou a Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Nesse período, Dilma Rousseff começou a atuar no Comando de Libertação Nacional, organização que defendia a luta armada contra o regime militar. Em setembro de 1969, Dilma pertencia aos quadros do grupo Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, conhecido como VAR-Palmares. Presa em 16 de janeiro de 1970, em São Paulo, ficou detida na Operação Bandeirantes. Nessa ocasião, ela foi torturada. Depois, Dilma foi encaminhada ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Condenada em três estados, em 1973 é libertada, depois de ter conseguido redução de pena no Superior Tribunal Militar. Muda-se, então, para Porto Alegre. Lá, ela cursa a Faculdade de Ciências Econômicas, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 1979, filia-se ao Partido Democrático Brasileiro (PDT), fundado pelo ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio de Janeiro, por dois mandatos, Leonel Brizola.
Dilma Rousseff ocupou os cargos de secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre, entre1986 e1989; presidente da Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul, entre 1991e 1993; e secretária de estado de Energia, Minas e Comunicações em dois governos: Alceu Collares, do PDT, e Olívio Dutra, do Partido dos Trabalhadores (PT).
Filiou-se ao Partido PT em 2001, e coordenou a equipe de Infra-Estrutura do Governo de Transição entre o último mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o primeiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-se integrante do grupo responsável pelo programa de Energia do governo petista.
Dilma Rousseff foi ministra do Ministério das Minas e Energia entre 2003 e junho de 2005, passando a ocupar o cargo de ministra-Chefe da Casa Civil, de onde saiu para disputar a Presidência da República.
Entrevista com a candidata Dilma Rousseff
A educação será uma prioridade em seu governo?
Dilma Rousseff - A educação, a saúde e a segurança pública serão prioridades. Mas nem agora, nem no futuro, se pode imaginar que o Brasil cresça, funcione, tenha um povo feliz, se a prioridade das prioridades não for a educação. Nenhum presidente da República deste País teve tanta clareza sobre isso como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nós fizemos muito. Colocamos a educação de novo nos eixos e democratizamos o acesso dos mais necessitados ao ensino de qualidade. Mas vamos fazer muito mais, começando com os investimentos em creches. Serão construídas 1.500 creches por ano, para chegarmos em 2014 com todas as crianças atendidas por creches de qualidade, bem alimentadas, bem tratadas, felizes. Vamos criar mais vagas no Programa Universidade para Todos (Prouni). Valorizar ainda mais os professores. Criar mais escolas técnicas e torná-las cada vez mais modernas e eficientes.
Como valorizar o professor neste panorama, em algumas regiões, com baixos salários e perspectivas nada animadoras?
Dilma - A valorização do professor é a base de tudo. Quando o presidente Lula assumiu o governo, o professor não tinha um piso salarial. Nós criamos um piso nacional para o magistério, por lei. Hoje esse piso é de R$ 1.040,00. Ainda não estamos no ideal, mas vamos avançar. Porque não se faz ensino de qualidade sem professor bem pago, valorizado e respeitado. O professor também precisa estar sempre estudando, e assim as universidades federais são muito importantes para que a gente assegure a aprendizagem continuada pelos professores.
A senhora pretende prosseguir com o Programa Universidade para Todos em seu governo?
Dilma - Sim. É um dos grandes programas do governo do presidente Lula e um exemplo bem sucedido de parceria com o setor privado. Reconhecido pela sociedade. O Prouni distribuiu 600 mil bolsas de estudo para jovens pobres em faculdades particulares. Eram vagas que não estavam ocupadas. Com o Prouni, as faculdades ocuparam suas vagas vazias com alunos que, de outra maneira, sem as bolsas, nunca conseguiriam frequentar uma universidade. E puderam estudar em boas faculdades. Mas a melhor notícia de todas é que estes 600 mil jovens brasileiros que ganharam bolsa do Prouni ficaram entre os melhores alunos das universidades. Uma pesquisa mostrou que eles estão acima da média. Eu fico muito orgulhosa de dizer isso. São pessoas humildes e trabalhadoras, que após anos de sacrifício, puderam ver os filhos ingressando em uma universidade. Pais felizes com o bom desempenho dos filhos no Prouni. Gente que percebe a importância da educação em suas vidas.
Como a escola particular pode auxiliar em ações para a melhoria da educação nacional?
Dilma - Tenho a certeza de que toda a sociedade dará a sua contribuição para melhorar a educação nacional. É um setor fundamental do País. E acredito que a escola particular estará incluída nessa luta. Ela cumpre um papel importante na sociedade. Terá que ser um esforço de todos. Desejamos nos associar aos que anseiam por uma educação melhor para o Brasil.
O ensino profissionalizante será incentivado?
Dilma: Sim. Nós voltamos a construir escolas técnicas no Brasil. Em menos de oito anos, já construímos 136 novas escolas e vamos chegar ao final deste ano com 214. Para se ter uma ideia, da primeira escola técnica criada no Brasil, no início do século passado (1909), pelo então presidente Nilo Peçanha, até 2003, criaram-se apenas 140 unidades. A formação técnica profissional é uma política pública que vem dando as respostas que imaginávamos. O Brasil está crescendo muito e vai crescer ainda mais, exigindo mais profissionais especializados. O caminho é criar mais escolas técnicas e oferecer mais vagas. O nosso projeto, até 2014, é construir uma escola em cada município com mais de 40 mil habitantes. Assim haverá escolas de ponta a ponta do Brasil. O projeto também prevê 500 mil alunos matriculados, nos próximos quatro anos, na rede de escolas técnicas federais. O que significa dobrar o número de vagas. É perfeitamente possível fazer isso porque o governo do Presidente Lula construiu o alicerce. Um alicerce que vai propiciar a matrícula de um milhão de alunos ainda nessa década, que se inicia em 2011.
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O candidato José Serra, 68 anos, nasceu na Mooca, tradicional bairro de São Paulo. Em 1962, ingressou na política, como presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), cargo que ocupou até 1963. Depois, nos dois anos seguintes, foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Perseguido pelo regime militar, em 1964, seguiu para o exílio. No exterior, Serra enfrentou dificuldades e não conseguiu concluir seus estudos de engenharia. Decidiu cursar Economia. Fez seu mestrado nessa disciplina pela Universidade do Chile, da qual se tornou professor. Também foi funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU).
Após o golpe do general Augusto Pinochet, José Serra foi obrigado a exilar-se novamente e foi para os Estados Unidos, onde fez outro mestrado e o doutorado em Ciências Econômicas pela Universidade de Cornell. Ele trabalhou, por dois anos, como professor do Instituto de Estudos Avançados de Princeton.
No final dos anos 70, amparado pela Lei da Anistia, José Serra retornou ao Brasil. Atuou como professor da Unicamp e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), entre outras atividades. Foi um dos fundadores do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Atuou como secretário de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo.
Em 1986 foi eleito deputado federal por São Paulo, sendo um dos responsáveis pela confecção da Constituição de 1988. Reelegeu-se em 1990. Quatro anos mais tarde, foi eleito senador por São Paulo. Ocupou o Ministério do Planejamento e Orçamento do governo federal, na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso até o meio de 1996. A partir de 1998 assumiu o Ministério da Saúde.
Serra liderou uma maciça campanha de combate à Aids, fato que levou a um reconhecimento internacional. Essa experiência foi adotada em vários países. Ele regulamentou a lei de patentes. Em sua gestão à frente da pasta da Saúde, Serra conseguiu aprovar uma resolução da Organização Mundial do Comércio que permite aos países quebrarem patentes em caso de interesse da saúde pública.
José Serra foi eleito prefeito de São Paulo e iniciou seu mandato em 2004. Dois anos depois ele deixou o cargo para concorrer ao governo do Estado de São Paulo. Elegeu-se ainda no primeiro turno. Deixou o cargo para se dedicar a campanha pela Presidência do Brasil.
Entrevista com o candidato José Serra
A educação será uma prioridade em seu governo?
José Serra - Sim. E não poderia ser diferente. É pela educação que ocorre a mobilidade social. As chances são multiplicadas. Precisamos avançar muito nesta área, no Brasil, e corrigir equívocos. Em São Paulo, por exemplo, foram desenvolvidas muitas ações de grande impacto. Em quatro anos, a folha de pagamento da educação passou de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões. É notório que este setor exige investimento maciço para funcionar. Não adianta criar programas e não investir pesado na formação dos professores. A estrutura também não pode ser esquecida. Foram construídas 110 novas escolas, em São Paulo, e abertas 146 mil vagas. Também realizamos concursos públicos voltados para a promoção de professores, o que permite um aumento de 25% nos salários. Com isso, beneficiamos os profissionais através do mérito, da competência. Essa ação possibilita aos professores multiplicar, ao longo da carreira, seu salário inicial em quase quatro vezes. São iniciativas objetivas, como essas, que permitem tornar atraente a carreira de professor e gerar valorização para o magistério. Trabalho sério e inteligente. A gestão exige investimento, descentralização e cobrança de resultados.
Como valorizar o professor neste panorama, em algumas regiões, com baixos salários e perspectivas nada animadoras?
Serra - A qualidade do ensino passa, obrigatoriamente, pela remuneração adequada do professor. No entanto, isso não é tudo. Esse profissional necessita de motivação e facilidade de acesso a livros, revistas, jornais, cinema, teatro e cursos, além de tudo mais o que o mundo da cultura possa lhe oferecer. É fundamental um plano de carreira que permita vislumbrar um crescimento profissional e, principalmente, formação continuada. Devemos fazer um enorme esforço para aumentar o salário dos professores e oferecer acesso aos bens culturais disponíveis. São necessárias ações conjuntas. É fundamental pensar grande e corretamente a educação nacional.
O senhor pretende prosseguir com o Programa Universidade para Todos em seu governo?
Serra - Vamos ampliar o Programa Universidade para Todos. Criaremos o Prouni do ensino técnico, com a concessão de bolsas de estudo em escolas técnicas particulares a alunos de regiões que não possuem a opção do ensino técnico público. Daremos bolsas para que um aluno, em determinada região, possa ir para a escola particular do ensino técnico com bolsa do governo. Vamos levar isso para a base da sociedade. Ninguém destrói coisas feitas que possam ser melhoradas. O governo deve pensar no interesse da população acima de questões políticas. As correções a serem feitas serão realizadas com muito esmero e atenção.
Como a escola particular pode auxiliar em ações para a melhoria da educação nacional?
Serra – A escola particular presta um serviço muito importante ao País. Ela possui um nível de ensino reconhecido pela sociedade. Acredito que poderemos firmar muitas parcerias para melhorar a educação brasileira. Conto com a escola particular para desenvolver vários projetos.
O ensino profissionalizante será incentivado?
Serra - A ampliação de vagas no ensino técnico será uma prioridade. Vamos conceder bolsas de ensino técnico à jovens de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família. E estabeleceremos uma cooperação com estados e municípios. Hoje, no Brasil, existe oferta de trabalho e esses postos não são preenchidos, pois as pessoas não possuem a qualificação necessária. É vital investir no ensino profissionalizante para que os estudantes, desempregados ou profissionais que precisem de requalificação profissional rápida possam ser atendidos. Em São Paulo foi adotado um programa de requalificação que beneficiou 60 mil desempregados. Os cursos são rápidos, de quatro ou cinco meses. Se a pessoa não tiver seguro-desemprego ganha uma bolsa para fazer o curso. É preciso ampliar esse projeto para todo o Brasil. Meu objetivo é criar um milhão de vagas somente no ensino profissionalizante.
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Pedagoga e ambientalista, a política Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima, 52 anos, é natural do Rio Branco, no Acre. Senadora pelo seu estado, de onde está afastada devido à disputa eleitoral pela Presidência da República, travou uma intensa luta contra uma hepatite, confundida com malária, quando tinha apenas 15 anos.
Já adolescente e ainda analfabeta, Marina Silva foi matriculada no Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), projeto estabelecido durante o regime militar. A candidata teve o apoio e a proteção do bispo católico do Acre, Dom Moacyr Grechi, que a acolheu na casa das irmãs Servas de Maria.
Após muita dedicação ao estudo, aos 21 anos, Marina Silva formou-se em História pela Universidade Federal do Acre. Nessa época, ingressou no Partido Revolucionário Comunista (PRC), que tinha sede no Partido dos Trabalhadores (PT).
Ela atuou como professora na rede de ensino médio e ingressou no movimento sindical. Foi amiga e companheira de luta do líder ambientalista Chico Mendes, assassinado em 1988, em Xapuri, no Acre, tendo sua trajetória reverenciada internacionalmente. Com ele, Marina fundou a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Acre, em 1985, da qual foi vice-coordenadora até 1986. Nesse ano, ela filiou-se ao PT e candidatou-se a deputada federal. Não obteve sucesso na primeira empreitada. Porém, dois anos depois, Marina Silva foi eleita a vereadora mais votada de Rio Branco. Ela se notabilizou pela luta contra os privilégios dos vereadores e a preocupação com as causas sociais e ambientais.
Marina ocupou o cargo por dois anos. Em 1990 foi candidata a deputada estadual e alcançou novamente a maior votação. No entanto, em 1991, ela voltou a travar luta acirrada contra uma doença. Descobriu que tinha sido contaminada por metais pesados quando ainda vivia no seringal. Seguiu em tratamento.
Três anos depois foi eleita senadora pelo Acre. Novamente com a maior votação. Superou vários adversários tradicionais. Marina foi secretária Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT, entre 1995 e 1997. Em 2002, com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidada a ocupar o Ministério do Meio Ambiente. Nomeada em 2003, ocupou o cargo até 2008, de onde saiu após disputas internas no governo, retornando ao Senado Federal. Um ano depois, Marina trocava o PT pelo Partido Verde (PV), legenda pela qual disputará a Presidência da República.
Entrevista com a candidata Marina Silva
A educação será uma prioridade em seu governo?
Marina Silva - É preciso assegurar investimentos que aprimorem o ensino no país e a garantam a ampliação dos valores, per capita anual, investidos por aluno, adotando assim as referências sugeridas pelos estudos sobre o Custo Aluno-Qualidade. A educação precisa ser entendida em seus vários níveis, da educação infantil à universidade. Não vamos apostar no ensino básico em detrimento do ensino médio, ou preterir o ensino universitário em função do ensino fundamental. Temos que fazer os mesmos esforços para que se tenha uma educação de qualidade. O Brasil precisa apostar nos centros de excelência. Estamos atrasados 30 anos em relação ao Chile. Precisamos superar esse atraso investindo fortemente em educação. Temos gasto R$ 1.114, por ano, por aluno. É muito pouco. Seria necessário, pelo menos, R$2.180. Hoje, nós utilizamos cerca de 5% do PIB com educação. Para um ensino de qualidade nós precisaríamos, com urgência, aumentar esse valor. Num primeiro momento, seria fundamental passar para 7%, sob o risco de um apagão intelectual . Corremos o risco de ficar sem mão-de-obra qualificada para os desafios que se apresentam num mundo baseado no conhecimento. Também existe um déficit muito grande em relação às creches, principalmente para as mães que atuam como chefes de família. No entanto, tudo tem um início. E o professor é a figura central na recuperação do ensino nacional. Ele precisa ser valorizado. Esta ação é prioritária para estabelecer um processo de recuperação real da educação brasileira.
Como valorizar o professor neste panorama, em algumas regiões, com baixos salários e perspectivas nada animadoras?
Marina - Esse processo não acontece de uma hora para a outra. Vamos ter que promover a valorização dos professores em termos de sua formação, que necessita ser continuada, e em termos da sua remuneração. O professor precisa se sentir valorizado pela sociedade. Não é a valorização piegas dizendo que o professor é importante sem lhe dar a formação necessária, sem lhe oferecer os meios para que possa viver com dignidade. É fundamental buscar parceria com a iniciativa privada, pois 70% desses profissionais são formados pelas universidades privadas. O Estado deve melhorar o nível da formação dos professores para termos um processo virtuoso. O Brasil necessita seguir os exemplos da Coréia do Sul e da Índia. Buscar os melhores especialistas do mundo para que unidos com os especialistas brasileiros possam ampliar o nível de conhecimento, tecnologia e inovação.
A senhora pretende prosseguir com o Programa Universidade para Todos em seu governo?
Marina - Na verdade, é fundamental garantir um acesso mais democrático ao ensino superior, em especial à sua modalidade pública e gratuita. É essencial, não apenas para garantir que direitos sociais sejam viabilizados, mas para que o país possa avançar na construção de conhecimento e de novas estratégias para lidar com os desafios do mundo contemporâneo, entre eles o mundo do trabalho. São várias maneiras possíveis. Vamos verificar os programas atuais e perceber o que pode ser aproveitado.
Como a escola particular pode auxiliar em ações para a melhoria da educação nacional?
Marina – A educação será prioridade em meu governo. Todos que estiverem dispostos a abraçar a causa da educação serão muito importantes e bem recebidos. Conto com a escola particular na luta por um ensino melhor e que alcance o País todo. Precisaremos de todo o apoio possível nessa tarefa fundamental. A experiência da escola particular será importante.
O ensino profissionalizante será incentivado?
Marina - Definir parâmetros contemporâneos para o ensino médio que promovam o crescimento do número de matrículas e evite a evasão de alunos. É evidente que o governo precisa investir no ensino médio profissionalizante. É uma maneira de oferecer formação intelectual e cultural e uma profissão, ao mesmo tempo. Uma ação fundamental num País como o Brasil com uma enorme falta de mão-de-obra qualificada. Necessitamos investir pesado neste aspecto para dar conta das demandas que surgem e das oportunidades que teremos nos próximos anos.